Primeiro acho que foi o medo. Medo de mudar de idéia, de que linhas se cruzassem por outros sentidos. Parágrafos se confrontando... eu odiava a minha confusão, eu odiava. Depois era a falta de tato com as coisas que eu sentia, e o medo delas se tornarem reais. Se eu fosse listar meus medos... eu sou um saco deles. Um saco de medos. E o silêncio, teclas sem movimentos, um teclado dormindo. É como um pesadelo de infância que sempre se repete: os pés grudam no chão, o monstro está chegando, e você não consegue se mexer. Acorda. Quem vai desgrudar os meus pés? Pessoas. Eu sempre quero pessoas, e elas são cheias de... pessoas. Uma pessoa nunca vem sozinha.
Eu queria ter matado o silêncio antes do antes, o meu e o seu. Deveria ter furado aquela parede que ele levantou. O desperdício nunca vai sair da minha mente, e eu contaria azuleijos de madrugada, eu devoraria livros, montaria casas e casas de papel, se eu pudesse simplesmente parar de pensar no desperdício.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Dezenove de maio de dois mil e nove
15 minutos
Eu comecei com os dois pés de uma vez, virados para o céu. Já quase não sei mais começar do zero, acho que ainda não perdi tudo.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Viagem antiga
Eu queria fazer parte daquele amarelo e fugir no ralo do céu. Quando escureceu, uma única estrela me acompanhou por todo o percurso. O rascunho dela refletia no vidro da janela.
Vontades
Cama, lençol, e edredon; e antes que desperte a manhã, apenas à luz da televisão, eu acordo. Acordo e me enrosco em você. Acordo para te abraçar. Acordo sem te acordar.
terça-feira, 15 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Anestesiando
Eu posso te sentir menos agora. Você vai me libertando cada vez mais. Um dia tudo acaba, e tudo para de doer. Eu posso te sentir menos agora.
domingo, 6 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Para a esperança
As pessoas não mudam. Algumas se adaptam, mas não é algo que dura por muito tempo. Eu sinto falta de quando a esperança era minha amiga, e não me trazia apenas decepções.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Só
Parece que perdi as palavras, aquelas que eu encontrava em você. Virou tudo coisa para ficar fora do papel. Porque tem essas coisas que é melhor só sentir, assim, baixinho, para apenas a gente ouvir. Você é o meu silêncio calmo, e as vezes meu desespero mudo. Mas é tudo bom.
E essas datas que só reparo por sua causa, te dão pra mim. Só mais alguns dias... só.
