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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A primeira vez que eu vi você

O frio me deixava ainda mais nervosa, com as borboletas que desenhavam seu nome dentro da minha barriga. Eu não aguentava mais esperar para te ver. O ônibus parou, e o meu coração parou junto. Tudo pareceu mudar, de tempo, lugar, e até de temperatura. Eu tive febre, e às vezes nem acredito que tive coragem.
Acho que a primeira vez que eu olhei para você não vai sair mais da minha cabeça. O seu sorriso se abriu com os seus braços, e depois de tanto tempo tentando definir para você com palavras a porra da sensação que teria um abraço nosso, eu pude simplesmente te abraçar.
A última vez que eu olhei para você, o calor sumiu assim como os seus olhos, e os meus não conseguiriam mais te alcançar. Sentei, e a janela me mostrava aquela imensidão de verde e azul, um horizonte que o ônibus deixava em movimento, um horizonte que juntava o chão e o céu. Eu me encontrei no fundo daquilo tudo, e bem dentro de mim, e de tudo o que eu sempre quis. Hoje sei que eu queria pouco. Agora eu quero mais, muito mais você.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Entretenimento

Eu não brinco com corações, brinco com palavras.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ao nosso amor

Há muito mais para se ver, das milhões de coisas que se perdem dentro dos nossos olhos. Então, se eu olho para você, e seus olhos se voltam para os meus, podemos ver o mundo, o mundo da nossa cor, da nossa vontade. E esse meu mundo gosta de ser seu.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Caindo

Eu estava nadando nas minhas dúvidas, e eu não sei por que a vida gosta de fazer isso comigo, brincar de ficar oscilando o meu estado de caindo de amores para caindo em pedaços. Deve ter alguma graça nisso tudo. Então, tem vezes que me deixo ficar calada esperando que alguém me ouça. Eu deveria ter passado a maior parte da minha vida dormindo, mas passei a maior parte caindo.
Agora já não sei mais o que faço. Parece que os dias fazem algumas coisas valerem menos a pena. Desgastam, nos colocam óculos, lente de aumento ou qualquer coisa que o valha para enxergarmos os detalhes escondidos em toda aquela euforia e ansiedade do começo. Te vejo diferente. Vejo a porra do mundo todo diferente!
Vai, se é para ser qualquer coisa, eu posso ser qualquer coisa. E nem sei o que é que você quer de mim, ou se você ainda me quer. Juro que não consigo te entender. Quanto mais te conheço, menos te entendo. Sei que você nem sabe disso, mas seu jeito sabe me irritar terrivelmente, e ao mesmo tempo, é ele que me deixa de atenção presa. Às vezes você me decepciona tanto, mas consegue me deixar te querendo como nunca quis antes. E ainda tem vezes que é só por vontade, mas existem aqueles minutos que me fazem te respirar, te sentir mais perto, assim, de um jeito calmo feito o sono.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sabotagem

Eu te vejo como uma nota, a mais bonita de uma batida lenta no violão. Eu te sinto de um jeito suave e lento, algo que se acompanha sem esforço com os olhos. Você é como uma música que me rende pelos ouvidos, e acalma as minhas tempestades de pensamentos na insônia. Muitas vezes, eu já te vi preso no meu sorriso, enquanto eu me via feliz dentro do espelho. A parte mais bonita da minha vida é sua. Acho que sempre será. Você foi a coisa mais certa que eu já fiz em anos. Só que vez em quando, até a coisa certa, pode parecer a mais errada. É tudo uma questão de percepção, de estar à vontade com isso, aquilo, com o que nos tornamos. E eu fiquei bem melhor depois de te ter.
Eu sei que você pediu para que eu aguentasse mais um pouco, e é o que estou tentando fazer. Estou te segurando da melhor forma que consigo. O problema é que eu passei a ser mais sincera comigo do que com você. Mas isso era para ser uma coisa boa, né? Nesse tempo todo, o seu egoísmo se tratava de nós dois. Mas o meu não. O meu egoísmo se trata apenas de mim. E agora vendo sua mão, esticada para mim, como quem estica uma vida de planos, uma vida de melodia calma. Olha, fica bem difícil sair e abraçar o mundo, o meu mundo que me espera fora do que somos agora. Eu mentiria se não dissesse que às vezes, ele é tudo o que eu quero. Quanto mais eu me prendo na mesma coisa, mais as coisas mudam. Devo estar me sabotando. É, eu não duvido disso.