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sábado, 21 de novembro de 2009

Tudo que eu sempre quis

O sono levou o dia para a noite, e meus sonhos me levaram até ela. O seu cabelo molhado na minha pele, e é dela o meu cheiro favorito. Quando meus braços fazem mais sentido... são naqueles abraços em cima da cama. Ela coloca sentido em cada pedaço do meu corpo.
Quero viajar pelas vontades de dois anos atrás. Elas não mudaram, nunca mais.

sábado, 14 de novembro de 2009

Distante

Deitou-se no chão - para que não houvessem quedas -, e naquele dia, chorou. Apenas isso. Deixou que escapassem dos seus olhos tudo aquilo que sonhava em não ver. Quando um momento era muito bom, já imaginava como seria a falta do que ainda tinha. Faltava-lhe as coisas que tinha; que tinha distante.

sábado, 17 de outubro de 2009

Caso (enc)errado

Eu vou correr para a sorte, porque eu preciso alcançá-la. Além do mais, não quero decepcionar os planos que eu já criei. Eles vão acontecer. Só porque eu quero. E eu tenho o costume de querer muito.

sábado, 3 de outubro de 2009

Do ceticismo

As coisas tem uma tendência natural à destruição. Essas palavras que afastam, e não sabem trazer mais perto. Seu ego não deve saber. Que existem esses sentimentos também, que não carregam uma mesma reação para todas as pessoas. Não há como ignorar a vontade de andar a noite, a vontade de andar só para ficar fora de alcance. Se eu fosse, e se pelo menos eu não soubesse o caminho de volta. Eu acho que gostaria de me perder. Às vezes, eu tenho essa vontade de me perder de você... Mas é só às vezes.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Das aulas

Se eu pudesse realizar todos os meus intentos, eu colocaria um pouco mais de sentido na minha vida, e não me condicionaria à saudade. Meus sonhos todos aconteceriam fora do travesseiro. E eu nunca mais me deixaria levar por crises existenciais, porque a dor só serviria de contraste para coisas bem maiores. Mimaria todas as minhas vontades e não seria egoísta com o sim. Ah, e meu trabalho seria apenas o voluntário, o da minha arte.

Das conversas de ônibus

Parece de mentira, como uma história em quadrinhos. A gente se diverte, mas é uma alegria que não é nossa.

Irônico

Deixar de viver para trabalhar. Mas trabalhar para viver.

domingo, 27 de setembro de 2009

Para os olhos

Acho que sempre pensei saber o que eu poderia encontrar na minha casa longe de casa, onde eu vivo mais, mesmo vivendo longe. Mas não sabia que algum dia minha mão fosse encontrar um par, alguém que eu fosse realmente querer segurar. Estacionar em um canto bom, um quadro feito a mais bonita parte da minha vida, para que eu olhe e veja você, para que eu sempre veja você.

domingo, 20 de setembro de 2009

Despedida

Pela primeira vez ficou difícil de te olhar. O vento gelado no rosto, e o rosto querendo molhar. Eu só queria tudo de novo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

1

Já faz tempo, a gente ainda estava começando. Na real, a gente está sempre começando. E isso não é clichê. Eu começaria tudo de novo com você.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

No ônibus

Eu nos coloquei na minha cabeça, ao som de alguma música que você me mandou, e fiquei nos vendo naquelas noites onde a voz é tudo o que temos. A voz e o efeito que as palavras que você escolhe tem sobre mim. Então me vi sorrindo, e lembrei do quanto a gente fica besta quando é de manhã, e do quanto a gente fica agoniada quando é hora de sair. Eu nunca quero sair. :/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Minha

Eu quero morar nos seus olhos, encontrei neles o único lugar que eu quero ficar, e não me importa o cenário. E depois o seu cheiro! Aquele que tem o seu pescoço, pescoço que conforta a minha boca. A minha mão sente falta da sua, e às vezes tudo o que eu preciso ouvir cabe na sua voz. Eu não sei mais ficar longe, esqueci do resto, e estou morrendo de saudade do meu tudo que fica em você.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Analogia

Mesmo quando não se traga o cigarro, ele continua queimando. Um desperdício, talvez. É que às vezes, é bom só olhar para as formas que a fumaça toma. Aproveitando dele ou não, uma hora ele apaga; acaba, seja no filtro, seja em qualquer outra coisa. Mas aí, é só abrir o maço e acender mais um.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tchau, ciúme

Parece muito como quando chove, porque é bem assim que ele chega: de surpresa. E justamente quando não espero... ai, esse é o jeito que dói mais!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Garoa

Entrou rápido no táxi porque quase chovia. No banco de trás, procurava o que olhar através do vidro, através das gotas que enfeitavam o vidro. Desistiu do vidro, levantou o fone até os ouvidos e aumentou o volume. Aquela música entristecia, e parecia que não vinha do fone, nem do aparelho de som. Estava mais para um som ambiente que casava muito bem com aquele momento esquisito. Recostou a cabeça, e ficou olhando o teto do carro que chacoalhava. Sentiu a lombada, sentiu a curva, e reconheceu sua rua sem ao menos olhar em volta, apenas sentiu que chegava.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Bom dia x)

E eu estava sem coragem de levantar da cama, com um medo terrível do que sentiria ao abrir meus olhos e não ver os seus cabelos esparramados pelo travesseiro. A vontade era de continuar deitada com o cheiro que eu sinto sempre que te alcanço um beijo. Queria dormir, e só dormir para acordar com você.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Abra mão do controle

Eu não sei... parece que virou um hábito começar um parágrafo com um "eu não sei". É claro que eu sei. Pelo menos, eu sei muito bem tudo o que estou sentindo. Não acredito que um desabafo caiba aqui nesse blog, talvez eu nem tenha algo muito poético para dizer. Mas ainda assim são palavras, não é mesmo? E não tenho idéia de quanto tempo faz que não seguro em uma caneta, pra valer. Parece que fiquei assustada demais para falar claramente tudo aquilo que quis - e não duvido que esse seja o real motivo da minha garganta estar inflamada, já que um mundo de coisas queimaram aqui dentro enquanto acobertadas pelo silêncio -. E eu me sentia tão sortuda! Afinal de contas, tudo se ajeitou na faculdade, tenho saúde, e blá, blá, blá. Eu me sentia muito sortuda até a minha menstruação começar a atrasar, até a tpm tomar conta de todos os meus ataques de fúria que prefiro reservar ao meu quarto e a mim mesma, e claro, até ter perdido sessenta reais porque não fechei a droga do meu bolso direito. Se ao menos eu conseguisse aprender a fechar meus olhos direito, e me deixasse ver somente o que eu consigo suportar, juro que nem ligaria para o meu bolso! E de vez em quando, algumas coisas que eu escuto, doem tanto que chegam a ensurdecer meus ouvidos, a ponto de que eu apenas escute os meus próprios medos, que acredite, não mudaram muito, acho que não mudarão nunca.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pais

Não sei... parece que um dia a verdade escorreu do teto e caiu bem na minha testa, virou uma goteira, e ficou lá, pigando por semanas, anos, a porra da minha vida inteira! Isso enquanto eu tentava ignorar essa dor de cabeça chata. Ela nunca passou. Fiquei seguindo os passos deles como uma criança que se perde dentro de um supermercado. Não queria admitir, nem acabar como eles. Só não queria acabar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Carta

Eu escrevo para voar com as palavras à lugares onde nunca estive. É estranho como te coloco sempre ao meu lado. Queria um futuro perto de você, algo meu e seu, feito nosso. Hoje acordei lembrando do seu cheiro na minha cama, puxei o cobertor como pedia seu braço na minha cintura, fiquei encolhida deixando seu lugar vago logo atrás de mim. Diz que vem deitar comigo, para me aliviar dessa saudade espaçosa que ocupa todos os meus pensamentos. Eu sei do que a falta é feita, e é de tudo o que só você preenche. Aperta um abraço em mim, te dou meu pescoço e coloco uma mordida na sua nuca. Só diz que vem.

Todos os beijos que couberem na sua boca,
sua Mi.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pelos ares

Eu acho que ainda não aprendi como te dizer, é que o silêncio sentou ao nosso lado desde o começo. E não sou do tipo que tenta advinhar. Esse foi o mais perto que eu já cheguei de jogar tudo pelos ares por alguém. Por favor, ajude-me a esquecer da prudência. Cansei de ficar empregando meios - inexistentes - para colocar meus sentimentos dentro de uma fôrma racional. Eles simplesmente não são assim. Eu não sou assim.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Perdendo as garantias

Perdeu o ônibus por alguns segundos, e perdeu alguém por um pouco de distração. E nem fazia qualquer diferença saber de tudo, quando se acostumou a fingir que não sabia de nada. Quem ela deixaria que partisse seu coração? Ninguém diria que não é chegada a hora de prender-se na perda da consciência do individual. Era tudo uma questão dela mesma, que ela mesma não fazia a mínima questão. Depois que amarrou seus cadarços e enfeitou alguns pensamentos, deixou que seus olhos se esparramassem pelo chão, desejando esparramá-los pelo rosto de quem realmente gosta. Quis correr atrás do atraso, porque não suporta esperar, mas também não sabe desistir. E o medo de ser egoísta demais para aceitar que talvez o melhor seja mesmo alguma coisa totalmente diferente, abraçou-a por trás. Como já sopraram aos seus ouvidos, é muito difícil abandonar um ideal.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dela

Passa tanta coisa pela minha cabeça, mas nada pára. Queria que essa manhã que ainda vai nascer me fizesse acordar aonde ela está.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Prejuízo

Estão financiando o meu tédio, e eu estou perdendo o meu tempo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sinônimo da mesma coisa

Sorriu para o chão como se sentisse vergonha e continuou andando. O sol aparecia, mas a sombra ainda segurava o frio. Foi então que ela, aversa à mudanças, quis voltar. Saiu pela porta dos fundos, disse que fugia da rotina. Mas ela estava lá, ela ainda estava lá.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fugir com a covardia

Eu só queria pegar uma carona para outro lugar, já não estou onde quero. Muito pouco do que consegui hoje tem alguma ligação direta com o que realmente quero. E ter... ter é um problema. Um dos pensamentos mais antigos que carrego é o de que a gente nunca quer o que já tem, uma maldição. Eu não quero dinheiro, mas preciso dele, e pensando por esse lado, até pareceria certo se ignorar por agora. Não! O que me disperta vontade é tão subjetivo e onírico, que me faz fugir. E sabe, eu até enchergo certa beleza na covardia.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Outra confissão

Às vezes, a minha vontade se aproxima com a de pular daquela janela da sala ao lado.

Caput

As promessas são feitas para serem quebradas. E o perigo delas é essa segurança - falsa, já digo logo -. Existem coisas que só cabem nas palavras, como um sentimento eterno por alguns minutos. Porém, ainda existe o que só cabe nele mesmo, e quem caiba apenas no silêncio, escondido com o medo de perder por uma frase piegas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sem sentidos

Depois a tarde atrofiava os músculos, depois o tédio atrofiava o cérebro, e foi assim, depois que o pulmão virou fumaça. Bem, não era nada, nem era alguém. Já não era. E se fosse, no vai e vem dessas idéias cansadas, qualquer um perderia seus sentidos. Ia dando descaso à vontade de falar, fechando-se à vontade de ouvir, mostrava as pálpebras para não olhar, deitava de bruços para as palmas não tocar. Depois afogando-se na preguiça, no mar de sono posto um travesseiro, foi o fim. Dormindo um tempo que não tinha, desistindo de desistir da desistência.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

De volta à subjetividade

Eu viro pro lado, me cubro, descubro, e não durmo. A janela ainda que fechada me traz vento, e eu sinto frio, um frio por dentro. Não lembro dos sonhos, puro medo dos segredos que escondo de mim. A noite anestesia, e o dia... é só o dia. De tudo o que eu preciso, não quero mais precisar.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Desbotado

Queria que chovesse, e que a chuva te tirasse do meu cabelo. Acho que você assistiria as gotas escorrerem pelo vidro da janela do seu quarto. Não quero te topar pela rua, não quero que você me veja de pijamas. Preciso do espaço que você ocuparia na minha cama, preciso do ar que você me tiraria com seu beijo. Se eu ficasse, desapareceríamos aos poucos.

sábado, 25 de abril de 2009

Do verbo ignorar

Não sei de quem é a culpa, mas vou culpar esse sentimento de desperdício. A omissão tomou muito das minhas ações. Omiti parágrafos, e as poucas idéias que pipocaram na minha cabeça. Falta de reação. Já não correspondo à minha idade. Para falar a verdade, é ela que não corresponde mais, e perdeu a maioria do significado assim.
Os dias passam lentamente e sem serem percebidos, da mesma forma que as minhas vontades, ignoradas uma a uma. Quero falar alto mesmo sem ao menos medir as palavras, quero tirar os sapatos parar sujar as meias, quero trocar meu armário, mas mais do que tudo, quero me esquecer naquele colchão. Eu só fiquei com o medo, e não tem tempo para querer. Tenho que ficar parada, assim, nessa direção que me colocaram. Até tentei me deixar enganar, mas o lado bom, é o meu lado.
Antes do antes eu precisava de quase nada. Agora deixei a melhor parte de mim para alguém muito longe daqui. E mesmo longe eu não consigo ficar longe. Por mais que eu esteja aonde estou, eu não estou mais presente.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

TPM

Ninguém te quer aqui.

Sobre o que sou

Essa minha mania de estragar tudo. Por que eu simplesmente não aceito logo as coisas como elas são? Preciso ficar sempre me sabotando, para depois parar e rir no espelho. Na verdade, eu só queria ter certeza de que não sinto isso sozinha. Não posso mais viver mergulhada nessas ilusões, no perigo de me afogar a qualquer momento.
Às vezes, odeio ser desse signo. É que eu queria relaxar mais, e conseguir fazer as coisas andarem sem precisar ficar planejando a minha vida toda o tempo todo, sem ficar criando falas que ninguém nunca irá interpretar. Tenho que divorciar as expectativas da minha cabeça, parar de abraçar o pessimismo, e largar mão de me conformar com a montanha de coisas que tive preguiça de consertar. O que mais me cansa, é estar cansada.
Quer saber o que eu queria mesmo? Conseguir dormir agora e pensar em nada, sonhar com algo que não faz parte dessa minha vida, e acordar amanhã plena. Queria voltar a ter vontade de correr, mas me sinto estagnada demais para isso. Acho que preciso parar de ficar querendo tanto. Droga! Devo ter enlouquecido.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Longe daqui

Não havia nuvens, ele estava limpo e laranja, o céu, escuro e alaranjado pelas luzes da rua. Então eu e o meu cigarro deitamos no asfalto. Não entendo muito sobre a exclusividade, e duvido que mais alguém não olhava para aquele mesmo céu de algum outro lugar qualquer. Esse mundo é tão cheio de gente, de gente que nunca nem escuto falar, que vive ao mesmo tempo, vê as mesmas coisas, sente também, e quem sabe já até desapareceu sem fazer alguma diferença para mim. Mas quando o cigarro apagou, eramos apenas eu, aquele céu, e até onde os meus olhos alcançavam. Até onde os meus olhos alcançavam? Talvez, se não fosse verdade, eu nem diria que alcançam muito mais do que eu jamais poderia ver, pois esqueci meus olhos dentro dos olhos daquela menina, e ela fica muito longe, muito longe daqui.

terça-feira, 24 de março de 2009

Confissão

Nessas horas eu tenho vontade de acabar com tudo, antes que isso tudo acabe comigo.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Ela tem mania de sair e deixar a porta destrancada. Diz que é para que violem suas gavetas, para que mudem seu apartamento de lugar. Mas isso é um segredo. Desde que virou um depósito de coisas negadas, empilhadas umas as outras, prefere não pensar muito. Pensar machuca, e foi só o que sobrou.
Dos outros, continua duvidando. Duvidar afasta, faz do pior familiar. Foi aí que a sacada ficou grande demais para uma pessoa só. Uma pessoa só.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Pálpebras

Vem e fala comigo, vai que eu sinto falta da sua voz. Eu não sei quanto tempo a gente tem para deixar correr com esses quilômetros. Estica para mim, estica as únicas mãos que eu adoro segurar. E deita, deita que eu quero te ver dormir. Então dou meu ombro para sua cabeça, meus beijos para sua boca, e desisto do meu sono para olhar as suas pálpebras.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Esquecer de dormir

Sabe quando é madrugada e a chuva já parou, a água acentou nas paredes deixando tudo úmido junto de um ventinho constante? Eu gosto de fumar quando está assim, perder minhas idéias na fumaça, e me levar para tudo o que eu gosto e não está aqui. Às vezes nem ligo se acordo a tempo de perder o café da manhã, ou se o dia parece mais curto. Sempre preferi as noites mesmo, aquelas noites que me encontro com quem me faz esquecer de dormir.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A primeira vez que eu vi você

O frio me deixava ainda mais nervosa, com as borboletas que desenhavam seu nome dentro da minha barriga. Eu não aguentava mais esperar para te ver. O ônibus parou, e o meu coração parou junto. Tudo pareceu mudar, de tempo, lugar, e até de temperatura. Eu tive febre, e às vezes nem acredito que tive coragem.
Acho que a primeira vez que eu olhei para você não vai sair mais da minha cabeça. O seu sorriso se abriu com os seus braços, e depois de tanto tempo tentando definir para você com palavras a porra da sensação que teria um abraço nosso, eu pude simplesmente te abraçar.
A última vez que eu olhei para você, o calor sumiu assim como os seus olhos, e os meus não conseguiriam mais te alcançar. Sentei, e a janela me mostrava aquela imensidão de verde e azul, um horizonte que o ônibus deixava em movimento, um horizonte que juntava o chão e o céu. Eu me encontrei no fundo daquilo tudo, e bem dentro de mim, e de tudo o que eu sempre quis. Hoje sei que eu queria pouco. Agora eu quero mais, muito mais você.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Entretenimento

Eu não brinco com corações, brinco com palavras.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Ao nosso amor

Há muito mais para se ver, das milhões de coisas que se perdem dentro dos nossos olhos. Então, se eu olho para você, e seus olhos se voltam para os meus, podemos ver o mundo, o mundo da nossa cor, da nossa vontade. E esse meu mundo gosta de ser seu.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Caindo

Eu estava nadando nas minhas dúvidas, e eu não sei por que a vida gosta de fazer isso comigo, brincar de ficar oscilando o meu estado de caindo de amores para caindo em pedaços. Deve ter alguma graça nisso tudo. Então, tem vezes que me deixo ficar calada esperando que alguém me ouça. Eu deveria ter passado a maior parte da minha vida dormindo, mas passei a maior parte caindo.
Agora já não sei mais o que faço. Parece que os dias fazem algumas coisas valerem menos a pena. Desgastam, nos colocam óculos, lente de aumento ou qualquer coisa que o valha para enxergarmos os detalhes escondidos em toda aquela euforia e ansiedade do começo. Te vejo diferente. Vejo a porra do mundo todo diferente!
Vai, se é para ser qualquer coisa, eu posso ser qualquer coisa. E nem sei o que é que você quer de mim, ou se você ainda me quer. Juro que não consigo te entender. Quanto mais te conheço, menos te entendo. Sei que você nem sabe disso, mas seu jeito sabe me irritar terrivelmente, e ao mesmo tempo, é ele que me deixa de atenção presa. Às vezes você me decepciona tanto, mas consegue me deixar te querendo como nunca quis antes. E ainda tem vezes que é só por vontade, mas existem aqueles minutos que me fazem te respirar, te sentir mais perto, assim, de um jeito calmo feito o sono.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sabotagem

Eu te vejo como uma nota, a mais bonita de uma batida lenta no violão. Eu te sinto de um jeito suave e lento, algo que se acompanha sem esforço com os olhos. Você é como uma música que me rende pelos ouvidos, e acalma as minhas tempestades de pensamentos na insônia. Muitas vezes, eu já te vi preso no meu sorriso, enquanto eu me via feliz dentro do espelho. A parte mais bonita da minha vida é sua. Acho que sempre será. Você foi a coisa mais certa que eu já fiz em anos. Só que vez em quando, até a coisa certa, pode parecer a mais errada. É tudo uma questão de percepção, de estar à vontade com isso, aquilo, com o que nos tornamos. E eu fiquei bem melhor depois de te ter.
Eu sei que você pediu para que eu aguentasse mais um pouco, e é o que estou tentando fazer. Estou te segurando da melhor forma que consigo. O problema é que eu passei a ser mais sincera comigo do que com você. Mas isso era para ser uma coisa boa, né? Nesse tempo todo, o seu egoísmo se tratava de nós dois. Mas o meu não. O meu egoísmo se trata apenas de mim. E agora vendo sua mão, esticada para mim, como quem estica uma vida de planos, uma vida de melodia calma. Olha, fica bem difícil sair e abraçar o mundo, o meu mundo que me espera fora do que somos agora. Eu mentiria se não dissesse que às vezes, ele é tudo o que eu quero. Quanto mais eu me prendo na mesma coisa, mais as coisas mudam. Devo estar me sabotando. É, eu não duvido disso.

sábado, 31 de janeiro de 2009

De conversas

Estou me desperdiçando, perdi o passo e a vontade de andar. Da saudade, eu já esqueci. E ainda não sei aonde se escondeu o sentido da necessidade de ter alguém, mas hoje estou livre de necessidades. Vou ficar livre para mim. E nada poderia me convencer do contrário, já que coisas como essas não se podem combinar. Não se combina um sentimento, ele é. É algo que se sente, e só.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vencido

A sala ainda parecia girar quando eu entrei, e um dos meus últimos desejos ao me sentar no sofá ainda era fazer as pazes com a minha consciência. Eu queria colocar um pouco mais de significado nessas almofadas, nessas cortinas, nessa mobília toda! Na verdade, queria conseguir remobiliar a gente. Estamos fora de moda, desencaixados de nós mesmos. Passamos do tempo, do nosso tempo, e nos deixamos passar.
Nesses dias difíceis é capaz de se perder da própria sombra em qualquer esquina, porque as coisas, as pessoas se afastam, e aí o sono não visita mais, o telefone esquece de tocar, o rosto perde o interesse pelo espelho. Não achei fácil deixar você bater a porta, mas não quis te impedir de desistir de mim pois eu já havia desistido da gente. Quando eu te vi de costas, se afastando aos poucos no horizonte, eu me lembrei de como costumava me sentir ao te ver chegando lá de longe até bem perto da minha boca. É sempre assim, agora do fim, a gente pensa no começo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Pesado

Eu posso falar do egoísmo, e de como ele estragou você. Não sei direito o que sobrou da gente, nem ao certo o que ainda se salvou no meio de tanta coisa que apodreceu. Suas mãos conseguiram rasgar a imagem tão bonita que eu tinha feito de você. Juro, não quero te perder. Mas você parece que faz questão de se perder sozinho, de se perder daquilo que costumávamos ser. Tenho medo de não conseguir mais aguentar, de não conseguir mais te segurar. Você anda muito pesado, muito pesado...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Desestimulante

Já lhe ocorreu que talvez eu realmente não te queira? Isso não é tão impossível assim, e eu não preciso disso, não mesmo. Odeio essa sua mania de esticar os elogios que eu te faço, deixando-os bem maiores do que são. E você se ama demais para amar em troca. Cansei do seu orgulho somado a esse pretencionismo desmedido. Existem outras pessoas no mundo, e o que é melhor, no meu mundo. Pra mim chega, chega de você!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Diariamente

Depois que desliguei a televisão, dormi por apenas três horas. Quando acordei, fiquei pensando em como é gostoso te ter, confortável, seguro. Sinto que com você respiro fundo, aliviada, todos os dias. É uma busca a menos para mim, o amor, já encontrei em você. E agora que meu peito aperta saudade, eu me sinto tão besta, porque te vi ainda agora, ainda a pouco apoiava minha mão na sua cintura, debaixo de um guarda-chuva.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Perdida

Nem tudo o que deixei passar estava realmente ao meu alcance. É nisso que o amor vive errando. Ele tem rachaduras, vaza e escorre, corre para outras pessoas. Às vezes nem volta, às vezes se divide. A questão é que depois que se encontra outra pessoa para pendurar os olhos, não há mais nenhum retorno seguro sem forçar. Alguma coisa sempre se perde, alguém sempre perde.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Seu pedaço meu de você

Lua cheia e céu estrelado, amanhã não chove, amanhã não tem você. Perdi esse meu pedido entre as milhões de estrelas. Eu queria ter olhado para cima e encontrado apenas uma fora das nuvens, apenas uma esperando eu te pedir para mim.
Sempre achei que o inverno combinasse mais com a gente, então vou esperar pelo verão passar. Vou te esperar chegar, e o tempo que eu tiver que esperar.
Contei nossos meses como quem conta as estrelas, e contei a elas sobre você. Eu disse que você vem comigo. Vem?

sábado, 10 de janeiro de 2009

Um pedaço do meu inferno

Eu quero que o sol venha secar meu rosto, e quero justo agora, que já é noite. Os dias bons não chegam nunca, e eu não sei até quando consigo esperar em segurança.
Nunca acreditei que esses títulos falassem tanto sobre alguém. Sabe, eu falo por mim, não monto discursos. E não tenho nada para barganhar caráter. Será que é nisso que eu perco?
Hoje fiquei tão decepcionada. Já cheguei a ver isso antes, mas preferi não acreditar, fiz questão de esquecer. Agora, eu faço questão de abrir um espaço em destaque na memória para essa cena, eu quero me lembrar muito bem de cada frase, cada ameaça, cada agressão.
Acho tão fácil salvar só a sua parte boa para pendurar numa vitrine para os outros, mostrar só o que agrada. Quero ver alguém vencer a parte de aceitar os próprios defeitos, ser o que é sem esconder as fraquezas, os medos, as anormalidades. Posso não ser tanto, mas juro que prefiro não esconder o que sou, porque imagens montadas costumam cair, é a lei da gravidade. E um dia eu te vejo cair. Eu não tenho pressa, não se preocupe.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sobre a espera

Essa vida sempre foi uma sedução.
Bem que eu poderia ter esperado um dia menos quente para sair de casa, ou esperado um momento melhor para ter me apaixonado. Sei lá, alguma hora em que eu a visse mais de perto. Só que no fundo, sei que não seria diferente. E se fosse, jamais chegaria essa tal hora, jamais existira o perto. Hoje, por querer tanto, o perto existe nos sonhos, é comida da vontade, e cabe nas madrugadas de sono ou insônia.
Mas o que eu queria mesmo saber é o que se faz quando se espera. Eu quero dizer, qual é a ação que rege o verbo esperar? Não falo necessariamente de sentar-se em frente ao relógio, de braços cruzados, acompanhando os ponteiros andarem. Às vezes, acredito que ninguém espera de fato. E se espera, é porque sente. Esperar é sentir, sentir muito, ou sentir antecipadamente o que a gente quer pintar para o futuro. E se de repente eu espero, vou também esperar que tudo não seja apenas um grande desperdício.