-->

sábado, 17 de dezembro de 2011

Um castelo invisível

Em algum tempo eu te falaria, mas não hoje. Me sinto uma idiota agora que meu passado parece não servir para nada, enquanto o seu é uma ponte pronta para fugir da tristeza. Agora é como se nada do que eu tivesse vivido fosse mesmo me ajudar a encontrar as melhores saídas, enquanto tudo o que você viveu continua vivendo. Em algum tempo eu até te falaria, mas não hoje, onde nada daquilo que é construído pela minha cabeça é real. É como se eu tivesse te construído um belo castelo, mas um castelo invisível, onde você só vive por lá nos meus pensamentos. Mas a pior sensação é essa que tenho de que te vi na vitrine e não pude pagar. E passo todos os dias para te ver atrás do vidro, sem poder te levar embora. Como eu queria poder te levar embora!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para a sua melodia

Todas essas músicas que falam comigo acabam cantando o seu nome.

Eu quero alguém para me fazer largar os cigarros

As chaves esquecidas na porta mexiam com o vento, e as risadas se ouviam baixinho, deslizando feito sussuros, pelo corredor. As cortinas não conseguiam esconder toda a luz, e mostrando o caminho, sapatos largados e cadarços desamarrados na soleira da porta. Pés descalços dançavam na cama, quando a felicidade batia no teto.

A gola da jaqueta levantada e alguns botões da camisa por abotoar, foi como saiu de lá, arriscando um caminho de volta para casa enquanto atravessava as ruas com pressa. O fogo do isqueiro não conseguia iluminar a noite fria, mas o cigarro esquentava a garganta que engolia a seco, amarga. E as estrelas apagadas daquela noite não contariam história melhor, de como você me achou e assim eu te perdi, quando no meu quarto a saudade batia no teto.