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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sem título

Se tivesse, pelo menos, uma foto sua que não me desmontasse quando eu olho. Ah! Só seria mais fácil. Se você tivesse ao menos uma ponte onde eu pudesse atravessar. Só seria menos inalcançável. Se eu não ficasse nervosa ao te falar... As palavras somem, e esse frio que me pega pelas mãos... Eu juro que tenho tentado esquentar essas palavras todas para você, mas elas vão se congelando pelo caminho. E eu sei que de perto você me derreteria inteira.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Te trazer de volta

Eu te trago pelas músicas que enchem meu peito feito fumaça.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Andando sozinha

Eu consigo aguentar isso, isso e mais. É quando eu ando sozinha, pensando sobre quem eu sou, e só sobre quem eu sou. Quando junto eu deixei de ser, você fez eu me perder para que eu voltasse a me encontrar. É quando eu ando sozinha. É, sozinha.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Espelho

Estou péssima, olha para essas olheiras, esse sono desregulado. Meus olhos estão cansados, tão cansados. Não tenho enxergado mais nada. As dores de cabeça ainda aparecem de vez em quando. Você ainda aparece de vez em quando. Aparece e some. Sem vestígios, sem sombra. Nas minhas lembranças você aparece sem sombra. E não há nada atrás de você, nem mesmo eu à sua procura. Mas às vezes eu penso que quando as coisas mudarem eu vou sentir saudade de como me sinto agora.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Fria

Eu vou evelhecendo nessas palavras. É sempre um ar gelado que vem de noite, invade a cama, abraça a minha garganta e afasta o cobertor. Não há nada mais morno para dizer, nem um cachecol que esquente as frases.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Coberto de nuvens

Estou cansada desses guarda-chuvas, e da sensação de que nada acontece comigo. Nunca mais me molhei, as tempestades perderam o sentido.

sábado, 26 de março de 2011

Ardilosa

Ela vivia arrumando o seu discurso, como quem alinha uma gravata em frente ao espelho, mas eram apenas detalhes. Tentava esconder sua fraqueza manipulando as palavras, escondendo alguns fatos, sentimentos, ficava apenas com o necessário. Mas quem aguenta ficar só com o necessário? Confesso que era bonito, tudo pensado, organizado, nos eixos... Ela falava dentro de estratégias, ela jogava. E o que ela ganhou? Eu saí do jogo.