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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ser feliz agora

Por vezes nossos sonhos nos enganam, e nos colocam atrás de miragens. Mas não precisamos adiar a felicidade. Já somos tão grande!

sábado, 12 de setembro de 2015

Exodus

É como voltar a respirar depois de um profundo e longo mergulho, ou sentir o sol te aquecer em um dia gelado. Sentir a angústia se afastando aos poucos, dia após dia, tem sido como acordar de um pesadelo. 


Agora eu posso reparar no quanto adoro falar com a minha mãe no telefone, e no quanto sou feliz de dormir todas as noites ao lado de quem eu mais amo, essas noites nunca são iguais. Em como minha energia acorda a dos outros. Mas principalmente, no quanto eu posso fazer da minha vida o que eu quiser... E eu quero tanto!

Ah, como é bom voltar a sonhar!

terça-feira, 21 de abril de 2015

De forma singular

Não tem melodia que me leve para fora daqui. Não adianta quantas vezes eu conte dos meus planos, ou a quem eu explique os meus motivos. Essa dor é minha, apenas minha. Estou presa em mim.

E com certeza só não sofre quem não parou para pensar, porque todas as conquistas vazias são distrações para uma grande ilusão. Ninguém pode dividir a angústia de existir, e no fundo somos todos dor: não há motivo que explique a existência.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O incerto

Dói tanto não saber. A dúvida, a incerteza, a interrogação, a neblina, o silêncio. Aperta, acelera o peito, contorce o estômago, seca a boca, e me enche de calafrios. Eu tenho dois dias. Apenas dois dias, e queria que eles corressem para que eu não mais sentisse tanta ansiedade, para que eu soubesse, ainda que somente fosse um não dolorido. Ao mesmo tempo, do lado de cá, do lado da insegurança, eu queria tanto ter mais tempo, assim, para bolar um plano b, algo que me desse um bem-vindo sim.

A vida tem corrido, e por vezes sinto não acompanhá-la. Estou sempre tão atrasada. Tão atrasada!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

A sombra do luto

Durante muito tempo eu evitei gostar muito de coisas ou pessoas porque tudo acaba. Acho que foi por isso que o luto me atormentou tanto, e me atormenta até hoje. Eu posso entender perfeitamente o processo pelo qual perpassa cada pessoa durante a perda e sua elaboração, no entanto sinto uma dificuldade indescritível em lidar com isso. O mais foda é que nunca nem perdi uma pessoa, assim, para a morte. Sei que não é como se houvessem pessoas preparadas para perder, mas eu me sinto a mais despreparada delas. Apenas pensar nisso envolve minha garganta num nó desatador.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Descrença

Nasci como bicho, sem saber de onde vim, nem para onde vou. E eu continuo como um animal que não sabe para o que serve, e que em meio a tanta confusão se perde. Porque quanto mais se sabe, mais se descobre que há para saber. E eu tentei, juro que tentei ser organizada. Mas como é que se organiza a curiosidade? Como é que se organiza as ideias que escapam da permissão?

Hoje descobri que o homem sofre por estar no meio do caminho do conhecimento: se percebe mas não se conhece. Ah! Quem dera se pudesse ser como esses que creem nas magias, nas histórias absurdas, e que se asseguram numa tal verdade rígida, sem senões ou reflexões, estes são os que tem consolo. Já eu não tenho descanso, eu sou escrava do simbologismo, eu segui minha inquietação, tornei-me inteira confusão. Se ao menos eu não tivesse percebido que tudo isso não passa de uma grande e bem feita ilusão... Não estaria me perguntando: Por quê?

Lamento

Eu
não aguento mais
esse grito rouco dentro de mim