Eu os via como um retrato, daqueles de casamento mesmo. A mulher em seu vestido claro, atraente, com seu olhar determinado, feminina e séria. O homem doce, apesar da sua expressão forte e um ar seguro, ainda sim doce. A fotografia de tão bem tratada seguraria a imagem nova e viva por muito tempo, sem deixar espaço para imperfeições ou rachaduras. O casal do ano, intacto, ano após ano. E eu poderia contar histórias lindas de como os dois eram apaixonados, e do tanto que se amam, da coragem e da bondade deles, de como eles sempre estiveram lá pendurados na parede por mim. Eu poderia falar com adimiração, destacando o que há de melhor em duas pessoas pintadas em um papel. Ah, eu sei que poderia... mas eles não são uma fotografia.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
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