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terça-feira, 8 de março de 2011

Mais de perto

Às vezes eu sinto tanto a mesma coisa, que sinto como se escrevesse sempre a mesma coisa. E não sei qual é a minha obsessão por janelas, cortinas, lençóis e camas. Mas quando fecho os olhos, só vejo isso. Eu gosto. Eu viciei. Então eu tento manipular as palavras para arrumar uma maneira diferente de falar da mesma velha imagem que se repete pela minha cabeça. A minha sorte é que imagens não são palavras, e palavras não são imagens. Se a gente não fosse mesmo assim, não é? De passar a vida remodelando coisas antigas...

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