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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Antigo, muito antigo

Fugiram no meio da festa para fumar um cigarro. O tempo estranho convidou a chuva, e assim os dois dividiram o mesmo degrau molhado. O garoto falava dos sapatos parecidos, enquanto a menina fingia ouvir com o olhar preso ao chão. Ela o adorava pelo avesso, e ele era único, feito uma exceção. Aquela noite que antecipava a primeira viagem era nova; chovia para eles. Chovia para molhar os cabelos, as roupas e os beijos. Quando os pés da menina desistiram de andar, os namorados deitaram na calçada. Ele tinha mania cuidar do sono dela dizendo palavras mornas e confissões confusas que o álcool evaporava. Culparam o ciúme. O ciúme os expulsou da festa e os levou para casa. Mas a importância se perdeu no tanto faz, já que o final de semana os apaixonaria novamente. E assim aconteceu, outra vez.

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