Acordando todos os dias com mais sono do que quando fui dormir, eu insisto nessas folhas que me prendem à caneta. Já não reconheço minha caligrafia. Foi de repente, era noite, o sol perdia da lua só para ganhar de volta o dia seguinte. E dos meus dias seguintes eu só sei que minha liberdade vem presa, presa nessas idéias de estar com você. São tantos os finais escritos que eu só saberia escolher aquele que fiz das nossas mãos dadas na cama, assistindo às cores brigando no céu. É só esperar para ver tudo mudar e desmudar. E assim eu nunca ficaria no mesmo lugar, não sem seus braços e pernas, o cheiro, o mesmo gosto e o jeito que não conheço, sequer mereço. Eu só ainda não perdi por não tentar ganhar.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
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