A preocupação me tirou uma noite de sono. Não sei direito no que pensava, era tudo meio junto assim. Sempre sou tomada por uma ansiedade enorme. Vivo mais o futuro do que o presente porque de certa forma eu posso pintar aquilo que quero quando estou planejando meus lindos sonhos. O amor tem sido uma promessa para mim. É algo que nunca se cumpre.
Queria que todas as pessoas que eu conhecesse pudessem se identificar. Eu nunca consigo simbolizá-las adequadamente. É que na verdade, todo mundo que me chega é meio sem gosto. Sem sal, sem açúcar... São relações tão insoças. E a esperança já ficou tão íntima de mim que qualquer um consegue um lugar na minha torcida. É como se eu enxergasse um potencial em qualquer pessoa. Basta ela me querer. O que eu fiz das minhas vontades? Parece que eu as modelei num tamanho único adaptável. E quando olho pra mim, estou sempre sentada esperando por algo. Eu devia fazer minhas malas, pegar um ônibus para lugar nenhum, fugir... Mas fugir do quê? Eu não tenho nem passado. Não tenho nada para deixar pra trás. Acho que terminei todas as minhas histórias. Ou foram elas que nunca começaram? Juro que não sei a diferença.
É como se ela tivesse me dito "eu não sei ficar". Bem, ela não ficou. Não é como se eu soubesse onde havia errado. Se é que eu errei. Eu errei?
Perdi mais uma vez. Mas se fosse para ganhar um caminho errado, meio torto e na contramão, talvez eu só esteja ganhando.
Até a próxima desilusão!
retirado do meu diário
sábado, 9 de março de 2013
Que venham as miragens!
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