Eu não existo. Sou agora apenas uma voz seguindo letras na sua cabeça, ou o tic-tac do seu relógio de cordas, os números infinitamente se repetindo nos aparelhos digitais. Eu sou a métrica mais cruel, o espaço entre os compassos. Conto da velocidade. Improviso do acaso. Eu perco e encontro. Eu curo e machuco. Faço esquecer. Ensino a lembrar. Pai da saudade, dono da distância mais larga e do breve mais depressa. Sou o atraso, e o tédio dos adiantados. A casa da ansiedade. Eu sou o peso da pele, a angústia dos anos, o medo da morte, o descanso e o finito. Eu sou tudo e sou nada. Eu sou o tempo, e o tempo não existe.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário