A nossa maior prisão ainda é o tempo, e só através do seu movimento é que se faz possível enxergar os reais motivos dos acontecimentos como o da dor, da agonia, do medo, do terror, das alegrias, daquilo tudo que nos moldou até aqui. Talvez eu tivesse de ser traída pela pessoa que mais amei no mundo para nunca me deixar ser traída por mais ninguém. E talvez eu tivesse mesmo que perder um amigo para pedir perdão a outro. E ainda, talvez eu tivesse que perder as melhores oportunidades porque elas não eram as melhores oportunidades. É impossível vislumbrar o futuro, e é da limitação do presente que fazemos o nosso melhor juízo falho. Que me aconteça o melhor, mas o melhor que eu não sei, nunca soube e sempre me surpreendeu, porque até as maiores dores tem de reflexo as suas alegrias.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
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