Eu nunca mais serei a mesma. É como se a depressão tivesse deixado um ranço dentro do meu peito. Já não fico triste como antes. A implosão me desmorona em medo e angústia. Eu sou abraçada pela agorafobia, ansiedade e desespero. Já não há mais prazer na minha dor. Não existe inspiração.
Eu nunca mais serei a mesma. Agora que conheço minha sombra interna, agora que fui apresentada à minha pior versão.
Eu nunca mais serei a mesma, agora que me embrulho em meio a tanto plástico. São sorrisos e choros plásticos com meus toques artificiais.
Eu já não sinto como antes. E às vezes eu penso que já não sinto mais. Vivo em terceira pessoa.
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Eu sinto a sua falta, tristeza
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