O uníssono do bater de teclas vira uma sinfonia contra o mundo lá fora: surdo, vazio, bruto. Um imenso perguntar sem resposta. Qual o sentido de tudo?
E em corredores encarpetados com cinzas e beges, mobiliados práticos, salas de reunião, é fácil se distrair em um sentido qualquer. Uma meta semestral que te preencha, que te faça esquecer da sua insignificância no significado da existência humana - se é que existe algum.
E você se vê correndo em círculos, feito o ponteiro de um relógio, sempre atrasado para qualquer coisa irrelevante. No fundo, você sabe, isso é tudo irrelevante.
quinta-feira, 18 de abril de 2019
Corporativo
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