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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Quase lá

Não sei se foram as conversas sobre as loucuras da adolescência que tive na noite anterior, completadas pelas lembranças das experiências quase cinematográficas que vivi. Ou se são como as músicas da Billie Eilish fariam sentido no meu passado bagunçado e como hoje tudo é coeso demais para que as letras se encaixem além de uma incrível melodia. Pode ser como a alta da análise tem me mostrado um fim e um recomeço, com um buraco frio no peito, quase escuro, com eco da minha própria voz e um clarão lá no fundo. Eu preciso percorrer um grande não sei sozinha. Às vezes é que eu estou quase nos meus trinta e não sei o que achar dos meus poucos cabelos brancos que ensaiam aparecer.

É claro que eu gosto da maturidade, do repertórido, da serenidade e da estabilidade. Mas é que ainda é novo ser tão eu assim.

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