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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Exaurida

A depressão me tirou todas as palavras, amassou a minha garganta como um pedaço de papel rascunhado. E sem voz para pedir ajuda, para levantar o espírito na frente do espelho, eu me embotava em um casulo de edredon, sem tempo frio. Mas o gelo no meu peito atordoava a minha respiração. Estava congelada de dentro para fora. De ansiedade paralisante. E se meus fracassos do passado se repetirem no futuro? E se esse for o ciclo? Sem tentar para não falhar. Sem andar para não tropeçar. Sem dormir para não acordar. 

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