Existem as coisas que eu quero e as coisas que eu queria querer.
Porque eu quero alimentar o meu inconsciente, o meu eu mais infantil e arcaico. Eu quero ceder às minhas noções distorcidas de sucesso e receber todas as aprovações externas. Eu quero ser feliz com todas essas coisas que não me fariam feliz. Eu quero valer, ainda que na métrica errada.
Mas eu queria querer me conhecer a fundo e só ser quem sou, e rasgar qualquer rascunho de ideal de eu. Queria querer o sossego de quem vive a vida só para si, e queria querer ser como um segredo. Eu queria querer sublimar sentimentos sem expectativa de excelência. Eu queria querer não ver mais através de telas. Passar mais tempo gostando de mim do que gostando da ideia de pessoas gostando de mim. Eu queria querer ser livre.
Eu queria ser livre.

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