Eu já não durmo bem com a morte de tanta esperança! Com que direito silenciam essa voz? Voz feminina, preta, periférica e lésbica. Como matam tal representatividade eleita democraticamente?
"[...] Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente. A esperança dança na corda bamba de sombrinha, e em cada passo dessa linha pode se machucar. Azar, a esperança equilibrista sabe que o show de todo artista tem que continuar."
segunda-feira, 19 de março de 2018
Como cantava Elis...
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Desligando o sistema central
As pílulas desligam a minha ansiedade. O sorriso vacila na minha boca. Eu não consigo traduzir as coisas que sinto em palavras. E tropeço pelos cômodos procurando conforto no escuro da cidade que vejo através da janela do sétimo andar.
O chiado das minhas preocupações preenchem o silêncio da madrugada. E eu encontro conforto em abaixar o volume em um mundo dentro de sonhos indecifráveis. O vasto mundo incompreendido dos sonhos com signos, arquétipos, passíveis de análises doloridas.
É saudável buscar refúgio em travesseiros? O prazer é inconsciente e o sofrimento é consciente. Dormir é uma fuga doce.
Boa noite...
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Tóxico
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Eu sinto a sua falta, tristeza
Eu nunca mais serei a mesma. É como se a depressão tivesse deixado um ranço dentro do meu peito. Já não fico triste como antes. A implosão me desmorona em medo e angústia. Eu sou abraçada pela agorafobia, ansiedade e desespero. Já não há mais prazer na minha dor. Não existe inspiração.
Eu nunca mais serei a mesma. Agora que conheço minha sombra interna, agora que fui apresentada à minha pior versão.
Eu nunca mais serei a mesma, agora que me embrulho em meio a tanto plástico. São sorrisos e choros plásticos com meus toques artificiais.
Eu já não sinto como antes. E às vezes eu penso que já não sinto mais. Vivo em terceira pessoa.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Aprender de novo
Será que perdi a intensidade? Eu vi quem fui, e vi quem quero ser. Mas ainda não sei quem sou. Não agora. Escuto tantas histórias, e vou me deixando penetrar por elas. Porém, nada de novo tenho para contar. A vida é cíclica, e sinto que estou entrando em um novo começo.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Decepção
Eu precisava me decepcionar com os pensamentos pré-concebidos que eu tinha para dar espaço ao novo. Para tirar de foco tudo o que é externo, e me encerrar em mim, feito uma tartaruga que se protege dentro do casco. Quando foi a última vez que eu olhei para dentro? Nesses últimos anos eu descobri que não me conheço. Nunca havia sido apresentada a mim mesma. Na adolescência a gente fica tentando negar os nossos pais com tanta veemência que nos apegamos aos opostos com muita segurança. E veja só, não somos tão diferente dos nosso pais assim. A vida nos muda.
Tive que redescobrir com pistas o que me faria mais feliz. E o caminho mais torto nos torce junto para achar a melhor resposta, e ela sempre esteve comigo.
