-->

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Antigo, muito antigo

Fugiram no meio da festa para fumar um cigarro. O tempo estranho convidou a chuva, e assim os dois dividiram o mesmo degrau molhado. O garoto falava dos sapatos parecidos, enquanto a menina fingia ouvir com o olhar preso ao chão. Ela o adorava pelo avesso, e ele era único, feito uma exceção. Aquela noite que antecipava a primeira viagem era nova; chovia para eles. Chovia para molhar os cabelos, as roupas e os beijos. Quando os pés da menina desistiram de andar, os namorados deitaram na calçada. Ele tinha mania cuidar do sono dela dizendo palavras mornas e confissões confusas que o álcool evaporava. Culparam o ciúme. O ciúme os expulsou da festa e os levou para casa. Mas a importância se perdeu no tanto faz, já que o final de semana os apaixonaria novamente. E assim aconteceu, outra vez.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Quando volta o romantismo

Não sei como entrei nessa situação, nada poderia ser mais inesperado. Juro que estava andando sem pressa, mantendo sempre a calma na frente. Mas tudo nela é tão viciante. Ainda não sei dizer o que é que ela tem. Ontem mesmo, eu estava dentro de um ônibus, tomando conta da minha vida, e ela apareceu em algum trecho de qualquer música que tocava nos meus fones de ouvido. A primeira coisa que fiz foi abrir a caixa de texto do meu celular para digitar algumas palavras para ela. Não sou assim. Na verdade, sou, mas estava fugindo desse negócio todo. Estava tentando ser alguém sensato, diferente do que já experimentei, e tentando não me deixar levar por ninguém. O pior é que ela não me leva, ela me traz. É esquisito, eu sei. A questão é que não me sinto perdida de mim, perdida na vida de uma outra pessoa. Estou certa das minhas próprias coisas. Ouso dizer que estou livre. E quando ela liberta as minhas frases rimadas, meus sonhos pintados, meus longos suspiros... Ela me traz, definitivamente, ela me traz de volta.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Goodbye

Pensei que fosse doer mais, e de repente eu não senti mais nada. Nunca achei que esse enfim vazio pudesse me incomodar tanto. Não é como se eu sentisse a sua falta e quisesse te ver, não é como se eu ainda sentisse ciúmes ou vontade de voltar atrás, acho até que não me lembro da sua voz ou do seu cheiro. Talvez seja só uma saudade de sentir saudade, de ter algum sentido, bom ou ruim, em todo caso, um sentido. Talvez eu até preferia chorar, olhar para cima me perguntando onde foi que tudo deu errado. Mas agora eu vejo que tudo deu certo.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mensagens de texto

Pensar em você me esquenta, mesmo nesse frio que a chuva trouxe. Queria ouvir sua voz baixinho agora, seria ainda mais gostoso do que esse som da água batendo na minha janela. Às vezes eu acho que sou terrivelmente romântica. Ou, às vezes, deve ser só vontade de você.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Para tomar nota

Ontem a professora disse em aula como o nosso inconsciente é atemporal e que tudo depende da catexia. É por isso que existe tanta coisa viva dentro de mim mesmo depois de tanto tempo.

O tempo importa, ele tira um pouco da cor, do sentido, mas acho que tem mesmo coisas que a gente nunca esquece.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eu sonho demais

Eu quero alguém que caiba em mim sem ao menos pensar em caber em alguém.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Piegas como o amor

Já é madrugada e o sono me pega um pouco e me deixa mais leve. Entretando eu não queria dormir agora, só queria me sentar aqui e escrever sobre o amor. Mas eu sinto medo dele.

Antes eu achava ridículo como as pessoas diziam não acreditar, ou de como não existia. Hoje eu entendo que isso era apenas uma esperança desesperada de que ele não voltasse a despedaçar seus corações. Todos sabem do que ele é capaz, e é por isso que eu tenho fugido.

A verdade é que foi ele quem fugiu de mim e não pretende voltar. Ele dura, entende? Esse sempre foi o problema, o meu problema.