Era como ter um saco plástico envolto em meu rosto, ouvir as palavras tocarem meus ouvidos sem cuidado. O som amargo. O gosto áspero. O cheiro mudo. Tudo no mundo, recolhido em pedaços no chão. Perdi-me nas palavras secas e na falta da emoção.
Então volta! Vem de volta. Repete o erro mais uma vez. Duas. Três, que dá sorte. Errar virou rotina, e dá vergonha fingir não saber. Dá vergonha fingir, porque eu não sou assim.
terça-feira, 24 de julho de 2012
Asfixia
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