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quarta-feira, 10 de julho de 2013

O amor no lugar errado

Li em um desses cartazes de protesto levantados que "não há cura para o amor". Cansei de ouvir de forma inocente em discussões sobre a não aceitação dos homossexuais que "não existe mal em amar alguém do mesmo sexo". E por que temos de recorrer ao amor? O amor foi mal empregado aqui, e eu vejo uma grande ênfase no lugar errado. Não é o amor que temos de libertar, mas a sexualidade. É como se fosse impuro o desejo, o corpo, a pele e a carne. O amor é puro, mas o sexo é sujo. Que pureza mais descabida! Enquanto eu vejo a simplicidade do sexo na complexidade das preferências, ouço esse grito clamando por uma quase limitação sentimental. É aí que mora o equívoco, o que atrapalha a igualdade tão almejada: buscar o respeito pela confusão, numa infantil chantagem emocional.

Eu falo mesmo é do beijo na boca, do sexo oral, do roçar, do esfregar-se no outro, do morder, da vontade, do físico, do sabor, do toque, do prazer, daquilo que é carnal e que talvez nem transcenda. Por que amor é raro, amor é incomparável, o amor não entra em discussão, nessa discussão. Não deveria entrar.

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