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sábado, 9 de março de 2013

Que venham as miragens!

A preocupação me tirou uma noite de sono. Não sei direito no que pensava, era tudo meio junto assim. Sempre sou tomada por uma ansiedade enorme. Vivo mais o futuro do que o presente porque de certa forma eu posso pintar aquilo que quero quando estou planejando meus lindos sonhos. O amor tem sido uma promessa para mim. É algo que nunca se cumpre.
Queria que todas as pessoas que eu conhecesse pudessem se identificar. Eu nunca consigo simbolizá-las adequadamente. É que na verdade, todo mundo que me chega é meio sem gosto. Sem sal, sem açúcar... São relações tão insoças. E a esperança já ficou tão íntima de mim que qualquer um consegue um lugar na minha torcida. É como se eu enxergasse um potencial em qualquer pessoa. Basta ela me querer. O que eu fiz das minhas vontades? Parece que eu as modelei num tamanho único adaptável. E quando olho pra mim, estou sempre sentada esperando por algo. Eu devia fazer minhas malas, pegar um ônibus para lugar nenhum, fugir... Mas fugir do quê? Eu não tenho nem passado. Não tenho nada para deixar pra trás. Acho que terminei todas as minhas histórias. Ou foram elas que nunca começaram? Juro que não sei a diferença.
É como se ela tivesse me dito "eu não sei ficar". Bem, ela não ficou. Não é como se eu soubesse onde havia errado. Se é que eu errei. Eu errei?
Perdi mais uma vez. Mas se fosse para ganhar um caminho errado, meio torto e na contramão, talvez eu só esteja ganhando.
Até a próxima desilusão!
retirado do meu diário

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O paradoxo

É tão fácil ver a alegria escoar pelo ralo, é só derrubar algumas esperanças que fragilmente se espatifam pelo chão. Costumo medir minha alegria pelas minhas esperanças. Eu nunca terei tudo, eu nunca serei completa. E assim que se chega ao fim, encontra-se um caminho de volta. E ao subir, vê-se pronto a descer. A insatisfação é universal. E ao final de toda felicidade que me encontra mora alguma finitude angustiada. Viver é a maior maldição abençoada. É a sorte abraçada ao azar. É o paradoxo.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

B

Não é difícil amar o seu sorriso.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Do carnaval

Essas nuvens me inspiram. Meus olhos querem molhar toda vez que lembro de ontem a noite. Queria que você pudesse vestir meu coração por alguns segundos, porque nem a melhor precisão conseguiria descrever a sensação que abraça todo o meu peito de dentro para fora. Entrar na sala de embarque foi como ter arrancado de mim uma parte, uma parte minha que deixei com ela. Ah, eu mal sei me despedir... É como se ela sempre tivesse estado perto de mim.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A tormenta

É derradeira. Até tentei no silêncio me tranquilizar; não trago calma a ninguém, que dirá a mim mesma. Fui diferente, e talvez assim tivesse errado. Só sinto que as coisas tem acontecido sem a minha participação, então me vejo calada quando queria... ou melhor, quando deveria falar. E eu, que sempre estive a frente, fiquei para trás.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Amanhã

Acordando todos os dias com mais sono do que quando fui dormir, eu insisto nessas folhas que me prendem à caneta. Já não reconheço minha caligrafia. Foi de repente, era noite, o sol perdia da lua só para ganhar de volta o dia seguinte. E dos meus dias seguintes eu só sei que minha liberdade vem presa, presa nessas idéias de estar com você. São tantos os finais escritos que eu só saberia escolher aquele que fiz das nossas mãos dadas na cama, assistindo às cores brigando no céu. É só esperar para ver tudo mudar e desmudar. E assim eu nunca ficaria no mesmo lugar, não sem seus braços e pernas, o cheiro, o mesmo gosto e o jeito que não conheço, sequer mereço. Eu só ainda não perdi por não tentar ganhar.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

E...

Encontrei essa música que narrava eu e você, com notas de piano abraçando melodias ao seu sorriso, esse mesmo que sobrou no fundo dos meus olhos fechados. Tudo o que toco em silêncio soa como carinho nas minhas lembranças que se embalam sempre por algum detalhe novo que deixei passar. Foi como um acidente me deixar levar pela sua voz.