Tão patético, mas vou criticar o espelho que varia dos dezesseis aos dezenove anos.
Sempre mantendo os pés parados, mesmo com a música pulsando algum rítmo por dentro. As bocas avermelhadas pela pouca idade, é casa de fumaça e conversa vazia, enfeitada por radicalismo. Nada é triste, nada destrói. A armadura feita de jeans é resistente demais para que alguém descubra a inocência convertida. É a era do asfalto, época de andares iluminados. O show mais bonito é o desfile das idéias mais bem formadas nas roupas modernas; modernidade essa que está no passado. Não se percebe a regressão, um passo a frente para a morte. Os cabelos, os significados e os sapatos são intocáveis. Mas não há cabelo que idealize um futuro, não há significado para marionetes, e por fim, não há sapato que calce a humildade. Talvez eles escutem uma canção e se apaixonem pelo resto do dia.
domingo, 1 de junho de 2008
Hipocrisia
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