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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Prefácio

Do melhor que eu posso te dar, do que de melhor eu tenho em mim. Peguei das coisas que eu mais gosto de fazer, e nos fiz assim: nos transformei em um livro, para que a nossa filha e mais qualquer outro alguém que deixarmos de herança nesse mundo, nos leia. Para que possamos viver juntos para sempre, com nossos nomes escritos um ao lado do outro, porque as palavras, Natanael, nunca morrem. Resolvi colocar aqui também os textos ruins, confusos e pessimistas, porque sou assim e nada do que eu senti merece ficar para trás. Você já sabe da sua importância para mim, e sabe também que a perfeição é um conjunto de imperfeições na ordem certa. Então, espero que minhas piras, neuras e dissabores do passado não o intimidem agora. Aqui é tudo seu, meu e nosso. Minha vontade é de me confundir com você para ocuparmos o mesmo espaço e olhar do mesmo par de olhos. Mas por enquanto ocuparei as mesmas páginas - um dia amareladas - com você.

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